PREFEITURA
NA LUTA CONTRA O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO

Campanha
de reflorestamento realizada em 2006 através
do
NUDES na comunidade Santo Antônio da Cobra.
A Secretaria de Meio Ambiente, da Agricultura e
dos Recursos Naturais de Parelhas tem sua atenção
voltada para o problema da desertificação,
que atinge o município. A luta contra esse
problema é um dos trabalhos realizados no
dia-a-dia da Secretaria. A implantação
de cinturões verdes nas periferias das cerâmicas
e mineradoras, a produção de mudas
no viveiro municipal e campanhas de educação
ambiental são realizadas na cidade com o
objetivo de reverter à situação.
“A
população precisa se conscientizar
desse problema, que é uma luta de todos,
pois tudo interfere na qualidade de vida”,
alerta a diretora da Divisão Municipal do
Meio Ambiente, Zenira Bezerra da Silva. São
característicos do processo de desertificação
a pobreza do solo, mudanças climáticas,
aumento da evaporação e temperatura,
escassez de água e recursos florestais, entre
outros. “A caatinga tem alta capacidade de
transformação, porém, para
reverter à situação teríamos
que passar uns três anos sem tocar na natureza”,
disse Zenira referindo-se a relação
do homem com o meio ambiente. “Felizmente
muitos já têm consciência do
que está ocorrendo”, completou.
O problema
agrava-se através dos desmatamentos, da expansão
urbana desordenada e da má utilização
de áreas produtivas na zona rural. “Os
índices de insolação no deserto
do Saara são menores do que aqui”,
afirmou a diretora ao citar que Parelhas tem sido
alvo de debate no Brasil. Nos dias 05 e 06 de maio
de 2008 Zenira Bezerra da Silva participou em Brasília
do I Seminário Nacional de Combate a Desertificação.
O encontro teve como objetivo promover a ampliação
da participação e mobilização
social para a análise e revisão de
políticas públicas, programas e projetos
de combate à desertificação
e mitigação dos efeitos da seca.
PROJETOS
Os avanços da desertificação
são assustadores em sete municípios
do Rio Grande do Norte, inclusive Parelhas. As áreas
rurais que compreendem os povoados Santo Antônio,
Juazeiro e Cachoeira integram o Núcleo de
Desenvolvimento Sustentável (NUDES), área
estabelecida pelo Governo do Estado do Rio Grande
do Norte, em parceria com órgãos federais
e municipais, junto à sociedade civil, para
a implementação de ações
de prevenção e controle da desertificação
no local.
Desde 2006,
o NUDES realiza trabalhos de combate e prevenção
com o objetivo de revitalizar áreas degradadas,
em processo de desertificação. O projeto
realizou, em seu primeiro ano, um mapeamento e levantamento
em que foi trabalhada a questão ambiental
no município. “Existem alternativas
ambientais que buscamos para sobreviver a este processo”,
explicou Zenira.
Outra
alternativa trabalhada pela Prefeitura para amenizar
o problema é a implementação
dos chamados cinturões verdes, que são
áreas de plantas nativas em torno das cerâmicas
e minerações. “Essa iniciativa
tem como objetivo oportunizar a reprodução
de espécies nativas da região”,
disse a diretora.
VIVEIRO
DE MUDAS

Viveiro de Mudas Joaquim Virgílio do Nascimento
A Prefeitura Municipal, através da Secretaria
de Meio Ambiente, da Agricultura e dos Recursos
Naturais também trabalha ativamente com campanhas
de distribuição de mudas. O Viveiro
de Mudas Joaquim Virgílio do Nascimento fornece
plantas nativas e exóticas gratuitamente
para todo o Estado, desde sua criação,
em 2001.
O Viveiro
é o projeto piloto da Secretaria. Por ano
são doadas em média 65 mil mudas.
“Alguns meses saem mais que outros, depende
do clima. Em meses chuvosos a distribuição
é maior”, disse a diretora da Divisão
Municipal do Meio Ambiente, Zenira Bezerra da Silva.
Parelhas possui hoje em torno de 30 mil árvores
plantadas, sendo considerada uma das cidades mais
arborizadas da região do seridó.
Dentro da
campanha de arborização, a Secretaria
Municipal de Meio Ambiente, da Agricultura e dos
Recursos Naturais trabalha com a conscientização
da população para a importância
de plantar para o equilíbrio do ecossistema.
“É importante plantar algo certo no
lugar certo”, disse Zenira referindo-se ao
tipo de planta que se deve adotar para determinado
ambiente. As atividades também incluem o
levantamento, acompanhamento e orientação
do plantio. Segundo a diretora, 90% das mudas entregues
são plantadas e sobrevivem. “Se não
existe planta não existe água nem
animais”, concluiu.
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